Alguém me explica, onde, quando e como começou essa história de fazer joguinhos em relacionamentos, ou inícios de conquistas. Desde quando isso é legal? Sério....isso....é....ridículo! Me diz, alguém ai sabe a resposta? Ah, mas você tem que ser difícil, não pode demonstrar que esta gostando. É....não mesmo, isso é coisa para os fortes, e não covardes.
Muitos escritores me inspiraram a colocar o que sinto em palavras escritas, um dele é o Ique Carvalho (Faça amor, não faça jogo), que eu, particularmente recomendo de olhos fechados. Dentre todos os textos que li dele, um em especial me chamou a atenção logo no inicio, em que ele conversa com um senhor que diz "amei a mesma mulher durante 50 anos (...) Queria que ela soubesse disso". Eu te pergunto, seria tudo diferente para esse senhor? Talvez, mas eu não estou nem um pouco afim de ficar nessas duvidas.
Sempre fui muito direta no que eu quero, no que não gosto, não esta legal, em tudo na minha vida, mas principalmente em relacionamentos. Mãe, pai, irmão a gente não escolhe, companheiros sim. Por isso sempre fui clara, ate quando estava no inicio de tudo, não acho que isso seja pressão, é apenas deixar claro meu jeito e meus sonhos e vontades, assim da tempo da pessoa pular fora e eu não gostar mais.
Mas ultimamente o que eu mais ouço das pessoas é....não demonstre, quem demonstra mais, é o que mais sofre. Oi? Cara, cresce, enfia no cu esse joguinho. É simples, gosta, fala, não gosta, fala, assim a pessoa pode se livrar de você e encontrar alguém que preste. As pessoas hoje em dia estão com medo de relacionamentos. E de verdade, eu entendo. Ta tudo muito descartável, mas é porque as pessoas fazem joguinhos.
Quem demora mais pra responder, quem manda mensagem primeiro, quem fala o primeiro eu te amo, isso tudo é desnecessário. Seja. Claro. E. Objetivo. Entendeu? E serio, não culpe o tempo também pela sua falta de coragem e atitude, pelo menos pra mim, isso não cola. É só mais um tipo de jogo pra eu mandar enfiar la. Cresce.
Bom, eu vou continuando minha vida assim, sem medo de demonstrar sentimentos, com amigos, família, amores. Confesso que sou covarde em muitas partes da minha vida, mas essa, felizmente, a covardia passou bem longe de mim.

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